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Jardim de Mil Histórias

Jardim de Mil Histórias

31
Mai16

Opinião | "Não Há Tantos Homens Ricos como Mulheres Bonitas Que os Mereçam", de Helena Vasconcelos

Isa Pereira

Nome: Não Há Tantos Homens Ricos como Mulheres Bonitas Que os Mereçam"
Autor(a): Helena Vasconcelos
Editora: Quetzal
Edição: 2016
N.º Páginas: 312 páginas




Sinopse:
Uma resposta contemporânea aos romances e às heroínas de Jane Austen.
Helena Vasconcelos é uma profunda conhecedora da obra de Jane Austen e, neste seu primeiro romance, põe em contraponto o universo da escritora inglesa de oitocentos e o da heroína contemporânea, Ana Teresa DeWelt, jovem mulher do século XXI, que procura a felicidade, estudando incessantemente os seus indícios e ensinamentos, ainda que velados, na prosa austeniana. O papel das jovens adultas na sociedade do fim do século XVIII e início do século XIX (com os seus ritos, costumes, valores e preconceitos) não é certamente o mesmo nos dias de hoje. Muitas coisas mudaram nas sociedades e na maneira como valorizam, ou não, a mulher, mas nem tudo mudou.
Este divertido romance, cujo título foi retirado de Sensibilidade e Bom Senso, é também uma sátira de costumes e cumpre a «agenda» dos livros de Austen: debaixo da aparência de normalidade e conformidade com as regras (também literárias), observa e critica com ironia e subtileza, os meandros da família, da amizade, do interesse material, do desejo e do amor.


Opinião:
Agarrei neste livro principalmente pelo título. Apenas e somente por isso. Desconhecia o livro, a sua história, embora já conhecesse a autora.

Pensei que não podia deixar de ler um livro falasse de mulheres e descobrir a história para além das primeiras impressões.

Logo no início a autora contextualiza um pouco este romance. Um título baseado num dos romences de Jane Austen. Nunca li nenhum livro de Jane Austen, contudo nem isso me fez recuar com a sua leitura.

Já tinha visto opiniões menos positivas em relação a este livro. Embora tivesse gostado da história percebi porquê. Uma história um tanto ao quanto snob (é a minha opinião), com personagens snobs só podiam ser uma história snob. Esta foi a minha percepção no início. Contudo, a autora foi-me conquistando cada vez mais com a sua escrita e com toda a envolvência do universo na mulher quer na nossa sociedade, quer na sociedade em que vivia Jane Austen.

Gostei bastante de conhecer um pouco esta autora inglesa de quem tanto se fala, mas nunca li nada dela. Não só da sua história de vida, como também a relação de algumas histórias e personagens com a sua própria vida.

Foi uma leitura que fiz que com muito agrado e que recomendo a quem gosta de Jane Austen. Helena Vasconcelos é uma autora que vou querer acompanhar.

16
Mai16

Opinião | "Biografia Involuntária dos Amantes", de João Tordo

Isa Pereira


Nome: Biografia Involuntária dos Amantes
Autor(a): João Tordo
Editora: Objectiva
Edição: 2014
N.º Páginas: 415 páginas





Sinopse:
Numa estrada adormecida da Galiza, dois homens atropelam um javali. A visão do animal morto na estrada levará um deles — Saldaña Paris, um jovem poeta mexicano de olhos azuis inquietos — a puxar o primeiro fio do novelo da sua vida. Instigado pelas confissões desconjuntadas do poeta, o seu companheiro de viagem — um professor universitário divorciado — irá tentar descobrir o que está por trás da persistente melancolia de Saldaña Paris. 
A viagem de descoberta começa com a leitura de um manuscrito da autoria da ex-mulher do mexicano, Teresa, que morreu há pouco tempo e marcou a vida do poeta como um ferro em brasa. O narrador não poderia adivinhar (porque nunca podemos saber as verdadeiras consequências dos nossos actos) que a leitura desse manuscrito teria o mesmo efeito sobre a sua vida.
As páginas escritas por Teresa revelam a sua adolescência no seio de uma família portuguesa contaminada pela desilusão: um pai ausente e alcoólico, um tio aventureiro e misterioso, uma mãe demasiado protectora. Mas o que ressalta com maior vivacidade daquelas páginas é o relato enternecedor do seu primeiro amor, ao mesmo tempo que começam a insinuar-se na sua vida realidades grotescas e brutais. 
Confrontado pela primeira vez com a suspeita dessa terrível possibilidade, Saldaña Paris mergulha numa depressão profunda. Determinado em libertar o amigo do poder corrosivo do mal, o nosso narrador compõe então, peça a peça, a biografia involuntária dos dois amantes. 

Uma biografia que passa pelo desvelar do passado, para que este não contamine irremediavelmente o futuro.



Opinião:

Este foi o primeiro livro que li de João Tordo. Fiquei curiosa com a sua escrita depois de várias opiniões da Ana do O Sabor dos Meus Livros. E decidi arriscar. E fiz muito bem.

Com uma história peculiar (é a palavra que melhor consigo descrever) foi um livro que não consegui parar de ler. Uma escrita sublime, capaz de captar os movimentos e descrições reais do dia-a-dia. É capaz de exprimir por palavras as emoções e sentimentos das personagens de uma forma muito real.

Personagens ricas, com profundo desenvolvimento de carácter é um dos aspectos que mais me cativaram nesta história. Toda a narrativa tem tanto de cativante quanto de estranha.

Sinto que consigo fazer jus à verdadeira essência da história, pois (não sei porquê), mas é difícil colocar por palavras o que senti ao ler este livro. Digo apenas que gostei muito.

Quero e vou continuar a ler mais livros do João Tordo.

09
Mai16

Opinião | "Os Livros que Devoraram o Meu Pai", de Afonso Cruz

Isa Pereira

Nome: Os Livros que Devoraram o Meu Pai
Autor(a): Afonso Cruz
Editora: Caminho
Edição: 2010
N.º Páginas: 128 páginas
Prémios: Prémio Literário Maria Rosa Colaço 2009




Sinopse:
«A estranha e mágica história de Vivaldo Bonfim.
Vivaldo Bonfim é um escriturário entediado que leva romances e novelas para a repartição de finanças onde está empregado. Um dia, enquanto finge trabalhar, perde-se na leitura e desaparece deste mundo.
Esta é a sua verdadeira história — contada na primeira pessoa pelo filho, Elias Bonfim, que irá à procura do seu pai, percorrendo clássicos da literatura cheios de assassinos, paixões devastadoras, feras e outros perigos feitos de letras.»


Opinião:
Não há ninguém que conheça que não goste de Afonso Cruz. Mesmo ninguém. Isto levou-me a querer ler algum livro do autor para tirar as minha conclusões. A minha introdução com Afonso Cruz foi uma pequena história Os Livros Que Devoraram o Meu Pai. E foi uma leitura absolutamente deliciosa.

Para além de muito bem escrito tem o poder de nos fazer sonhar e encantar. Afonso Cruz consegui transmitir com esta história todas as fantasias que os leitores têm ao lerem um livro. Entrar na própria narrativa, falar com os personagens e interagir com eles. 

Para mim esta história é um bom exemplo daquilo que um livro deve ser: ter a capacidade de nos fazer sonhar e de não querermos que a história acabe.


Um livro pequeno em tamanho, mas enorme na sua mensagem. Agradeço a todas as pessoas que directa ou indirectamente me fizeram querer conhecer a escrita deste autor. Fiquei rendida.


04
Mai16

Balanço mensal | Abril 2016

Isa Pereira


É tempo de mais um balanço mensal. As opiniões do blog estão um pouco atrasadas, no entanto as leituras vão de vento em poupa. Este mês li oito livros, estabelecendo um record mensal. Acho que posso dizer que foi um mês muito positivo.

Mais uma vez não comprei nenhum livro, mas recebi alguns livros de ofertas. Uma vez que estou a adquirir livros mais esporadicamente e nem sempre recebo livros de parcerias vou iniciar brevemente uma nova rubrica de livros novos que entraram para a minha estante. 

Como foi o vosso mês?

Boas leituras.


Leituras

Vai e Põe a Sentinela, de Harper Lee
O Cerco de Leningrado, de Michael Jones
O Meu Testemunho Perante o Mundo, de Jan Karski
Vidas Suspensas, de Rita Montez
O Aprendiz de Gutemberg, de Alix Christie
Biografia Involuntária dos Amantes, de João Tordo
Os Livros Que Devoraram o Meu Pai, de Afonso Cruz
Não Há Tantos Homens Ricos como Mulheres Bonitas Que os Mereçam, de Helena Vasconcelos 




02
Mai16

Opinião | "O Aprendiz de Gutemberg", de Alix Christie

Isa Pereira

Nome: O Aprendiz de Gutemberg
Autor(a): Alix Christie
Editora: Saída de Emergência
Edição: 2016
N.º Páginas: 400 páginas





Sinopse:
Peter Schoeffer é um jovem ambicioso à beira de alcançar o sucesso como escriba em Paris quando o seu pai adotivo, o rico mercador Johann Fust, o convoca à cidade de Mainz para conhecer um homem extraordinário. Gutenberg, inventor de profissão, criou um método revolucionário - há quem diga blasfemo - de produção de livros: uma máquina a que chama de prensa. Fust está a financiar a oficina de Gutenberg e ordena a Peter que se torne o seu aprendiz. Ressentido por ser forçado a abandonar uma carreira tão prestigiante como escriba, Peter inicia a sua aprendizagem na "arte mais negra". À medida que as suas habilidades crescem, assim cresce também a admiração por Gutenberg e a dedicação a um projeto ousado: a impressão de cópias da Bíblia Sagrada. Mas quando forças externas se alinham contra eles, Peter vê-se num dilema entre os velhos costumes e as novas criações que ameaçam transformar o mundo. Conseguirá ele encontrar uma forma de superar os obstáculos numa batalha que poderá mudar a História?



Opinião:
Depois de ter ter realizado a entrevista a Alix Christie - autora do livro - fiquei com muita curiosidade em relação a este livro.

Uma história que tem lugar no Séc. XV e que nos fala de Gutemberg e da sua invenção. O facto de ser um livro baseado em factos verídicos e ser tão real quanto possível aguçou ainda mais a minha curiosidade.

A invenção da impressão fascina-me, pois foi a mesma que permitiu ao mundo ter acesso a livros e a histórias que anteriormente não seria possível.

Todo o enredo e o ambiente criados pela autora são fantásticos. Transportam-nos até ao Séc. XV de uma foram sublime.

Um livro que recomendo para quem quer conhecer um pouco mais de Gutemberg e da sua invenção.

Boas leituras.

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