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Jardim de Mil Histórias

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23
Mar17

Histórias: Acontece | "Sala de Leitura Feminina": do espaço público para a Biblioteca (Pública do Porto, 1945-53) | Biblioteca Nacional, Lisboa, 9 Março 2017

Isa Pereira




No passado dia 9 de Março, Dia Internacional da Mulher assisti a uma conferência na Biblioteca Nacional, "Sala de Leitura Feminina: do espaço público para a biblioteca (Biblioteca Municipal do Porto - 1945-53)", por Paula Sequeiros (Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra).



Sala de Leitura Feminina, sem data,  Estúdio Alvão, Ref. ALV004609, CPF/DGAR/ MC

A existência de uma sala de leitura exclusivamente feminina nas bibliotecas nos dias de hoje parece impossível e estranho. Mas foi uma realidade entre 1943 e meados de 1953. Havia uma segregação de espaços. Houve necessidade, naquela altura, de haver um espaço destinado às mulheres com o intuito de não distrair os homens. As mulheres eram um factor de distracção para os homens e não se misturavam com eles no mesmo espaço. 

Esta era a realidade. Contudo, pode pensar-se que esta realidade só acontecia em Portugal. Mas em Inglaterra existiam, também salas de leitura em muitos espaços públicos: estações de caminho-de-ferro, nos portos e muitos locais. Não era uma realidade exclusivamente portuguesa.

Naquela altura a mulher era alvo de invisibilidade social, com pouco (ou nenhum) estatuto social. Contudo, começa a adquirir um novo papel enquanto leitora, mais activa e presente nestes espaços.

A sala de leitura feminina da Biblioteca Municipal do Porto existiu até meados de 1953. A partir de 1960 existiram, na sala de leitura geral, espaços específicos para as mulheres leitoras. Não se sabe a razão pela qual deixou de existir este espaço na biblioteca.

Mas era um passo. Um passo para a emancipação das mulheres, não só enquanto cidadãs, mas enquanto leitoras.

Assistir a esta conferência foi uma experiência gratificante, especialmente num dia importante enquanto mulher. Gostei da simpatia e dos discurso da oradora, Paula Sequeiros. Desertou-me mais curiosidade para a questão da mulher leitora e da seu papel na sociedade.

É cada vez mais importante este tipo de eventos. Não só para despertar consciências, mas para a nossa aprendizagem enquanto cidadãos. Lembrar a nossa história para que ela não morra nunca.

Boas leituras. 

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