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Jardim de Mil Histórias

Jardim de Mil Histórias

18
Jul17

O Livro da Minha Vida # 7 | Ana Lopes

Isa Pereira


Hoje regressa mais um segmento aqui no blogue: O Livro da Minha Vida. A convidada de hoje é Ana Lopes, do blogue O Sabor dos Meus Livros. Um blogue que sigo há algum tempo e gosto muito. Visitem, pois acho que vão gostar.

A Ana aceitou o meu convite para partilhar o livro da sua vida. Uma tarefa nada fácil, eu sei. 

Aqui fica o livro da vida da Ana.




Nome: Ana Lopes
Profissão: Professora e blogger nos tempos livros
Blogue: O Sabor dos Meus Livros
Idade: 42 anos



«“Respiro fundo múltiplas vezes e acaricio a lombada, a capa. Da leitura que terminei há umas horas [No país da nuvem branca] já quase nada resta. Deixou a porta escancarada para esta releitura que será a primeira deste ano e sem dúvida a mais significativa, a mais ansiada, a mais premente.
Acompanhar-me-á um permanente nó na garganta.”

Isto foi o que registei no meu caderninho das leituras mal retirei da estante aquele que é um dos livros da minha vida. Até ao momento não havia feito nenhuma releitura em 2017, porque conscientemente ou não estava a preparar-me para receber de novo a história de Gemma e de Diego, a história de um amor dolorosamente belo que abalroou a vida de dois jovens italianos que casualmente se conhecem em Sarajevo, no ano em que aí se celebraram os Jogos Olímpicos de Inverno.
Comprei esta obra em 2012. Comprei-a após ter lido Não te movas e me ter completamente apaixonado pela escrita emocional e belíssima de Margaret Mazzantini. A primeira leitura de Vir ao Mundo demorou praticamente um mês, não por causa do número de páginas da obra, mas porque a avalanche de sensações e sentimentos que experimentei desde as suas palavras iniciais foi sufocante, cortou-me o fôlego vezes sem conta, trouxe à superfície angústias, medos e dores que senti como se fossem minhas, só minhas.


A releitura ocorreu quase cinco anos depois e, uma vez mais, foi impossível fazê-la à velocidade normal de uma qualquer leitura. Vir ao mundo acompanhou-me em casa, no trabalho, por todos os lados durante 21 dias e despoletou tudo de novo – o nó na garganta, o peso no estômago, os nós dos dedos brancos da força com que cerrava os punhos, o encostar e abalar do livro junto ao meu peito e as lágrimas que correram infindáveis vezes, de forma descontrolada, como correm agora que bato as teclas para escrever este texto. Um texto que tem que ser perfeito, que desesperadamente transpareça o quanto este livro é também ele soberbamente perfeito, o quanto a sua leitura dói, nos faz sofrer, uivar em silêncio de incompreensão, de injustiça, de compaixão, de tristeza, de mágoa e dor pelos protagonistas da sua narrativa, sejam eles pessoas ou espaços.
Como referi, Vir ao mundo conta-nos a história de Gemma e de Diego. Mas a sua narrativa não se centra apenas na sua história de amor. É isso e muito mais. É a história de um amor completo, doce, pleno, sofrido, mas que não termina. É a história de Gemma, de uma mulher que sabe que só se sentirá completa se for mãe, mãe de um filho de Diego – “ – Quero um filho com uns pés assim. (…) – O que têm de belo estes pés?  – São os dele…” É a história de uma maternidade desesperadamente buscada, de uma maternidade que só será realidade no corpo de uma outra mulher, de alguém que não seja “incompatível com a vida” de alguém que não tenha “uma esterilidade de noventa e sete por cento… uma esterilidade total.” É a história dessa maternidade finalmente alcançada, de uma maternidade que já dura há dezasseis anos, mas que apenas Gemma sentiu como verdadeira, como concreta bem depois do nascimento de Pietro – “Terei de esperar pelo dia em que ele, na terceira classe, me há-de baptizar.” É a história de Gojko, de Aska, de Sebina e de Armando, personagens que nos invadem o coração. Um com a sua ironia, o seu sentido de humor, a sua amizade indestrutível e um sentido de lealdade comovente. Outra com a sua inocência atrevida, os seus sonhos, a sua rebeldia, a sua música e a sua juventude. Outra com a sua meninice, o seu temperamento forte, a sua aura de esperança e a sua vontade de lutar. Outro com a sua doçura, a sua timidez e a sua forma tão suave e delicada de trazer luz à vida de quem o rodeia.
Vir ao mundo reúne todas estas histórias – de crianças, adolescentes, jovens e menos jovens. Mas há um espaço, uma cidade que as protagoniza e que une na mais absoluta perfeição o que já por si seria uma narrativa com contornos perfeitos. Ao longo das 532 páginas da obra calcorreamos a cidade de Sarajevo. Calcorreámo-la em 1984, no apogeu dos Jogos Olímpicos de Inverno. Calcorreámo-la em 1991, 1992, em pleno cerco da guerra civil dos Balcãs e calcorreámo-la em 2008, como capital da recente e independente Bósnia-Herzegovina. E apaixonámo-nos por ela, rendemo-nos aos seus encantos. Uma cidade que era o espelho da tolerância, da pacífica e harmoniosa convivência entre povos de etnias e religiões diferentes, que em 1984 olhava com confiança para o futuro, que abria devagarinho as suas portas para o mundo e que em 1991, 1992 é devastada, arrasada por uma guerra de contornos brutais, que assiste incrédula e indefesa ao massacre que abate os seus habitantes como se fossem lebres – “… aquela cidade transformada num campo de lebres a dizimar.” “Sarajevo é um grande campo de tiro ao ar livre. Uma reserva de caça.” Uma cidade que em 2008 renasceu das cinzas, mas que ainda está em convalescença, que ainda mostra feridas por cicatrizar. A cidade de Gojko, a cidade de Aska, a cidade de Sebina, a cidade de sarajevitas que não esquecem, que ainda choram os seus mortos, mas que paulatinamente vão começando a viver de novo – “ _ Certo dia, passei junto de um prado vermelho de papoilas e, pela primeira vez, não pensei em sangue, fiquei encantado com aquela beleza tão frágil. Era suficiente menos de um machado, de um míssil maljutka, era suficiente um sopro de vento. Aquele prado estava ali parado para nós, estava à nossa espera a seguir à curva. Um campo imenso pontuado de línguas vermelhas, como corações caídos do céu sobre a erva. Ia de carro com a minha mulher. Parámos e começámos a chorar. Primeiro, eu; depois, ela também veio atrás de mim como um rio. Foi um pranto que lentamente nos esvaziou, nos ressarciu. E a partir dessa tarde começámos a respirar com o peito. Conseguíamos suportar a nossa respiração. Durante anos esteve retida na garganta, não conseguia parar… Dois meses mais tarde, a minha mulher estava grávida.”
Por tudo o que referi, é quase redundante dizer que a releitura de Vir ao mundo foi esmagadora. Foi esmagadora porque reavivou a vontade quase incontrolável que sinto de conhecer Sarajevo. Foi esmagadora porque me trouxe tudo o que busco numa leitura. Foi esmagadora porque, como mãe, senti as dores, o desespero, a loucura, o egoísmo, os medos e as angústias de Gemma como minhas. Foi esmagadora porque me voltei a render ao amor dos dois protagonistas da narrativa. Foi esmagadora porque criei laços inquebráveis com todas as personagens. Foi esmagadora porque a escrita de Mazzantini é magistral, dolorosamente bela. E foi ainda esmagadora por causa da banda sonora que nos vai acompanhando ao longo da história e da qual fazem parte canções como estas – I wanna marry you, de Bruce Springsteen; Where the streets have no name, dos “meus” U2; Losing my religion, dos REM.
Concluindo, repito o que já referi – este é um dos livros da minha vida e que adoraria que fosse lido por todos aqueles que ainda não o leram e não conhecem Margaret Mazzantini. É um verdadeiro crime que esta autora tenha deixado de ser traduzida para português, apenas porque a venda dos seus livros não foi economicamente rentável… Espero, para bem de todos, que essa situação seja revertida num futuro próximo. Eu continuo a lê-la – já li em espanhol mais três obras suas, mas seria maravilhoso que todos pudéssemos saborear os seus livros na nossa língua, apesar de a edição que reli ter algumas gralhas incompreensíveis…
Há uns meses a minha querida companheira do blogue “Jardim de Mil Histórias” pediu-me que participasse na rubrica “O livro da minha vida”. Ainda não lhe havia respondido… Talvez porque estava à espera desta releitura. Sendo assim, aqui o tens, Isa!»

Muito obrigada à Ana pela partilha do livro da sua vida. Já está na minha lista.

Boas leituras.
07
Fev17

O Livro da Minha Vida # 7 | Dora Santos Marques

Isa Pereira


Hoje é dia do segmento Livro da Minha Vida. A convidada de hoje é a Dora Santos Marques, uma seguidora do blog uma Youtuber que conheci há pouco tempo. Não tenho hábito de ver muitos vídeos no Youtube, mas gosto de ver os vídeos da Dora. Gosta da sua sinceridade, frontalidade e da descontracção. Sem grandes edições, sem grandes floreados.
A Dora aceitou o convite do Jardim de Mil Histórias e falar de um livro que a marcou. Um livro já li e muito pertinente este mês, sendo o mês de Leituras do Holocausto (um projecto organizado pela Dora e outro para o grupo do Goodreads). Um livro que quero reler. Um clássico que vale a pena conhecer.

Aqui a  sua sugestão.


Nome: Dora Santos Marques
Profissão: Blogguer e Youtuber
Blogue/Canal de Youtube: Books & Movies
Idade: 40 anos

Livro da Minha Vida: O Diário de Anne Frank

«Não sei se é o meu livro favorito, mas foi de certeza que um dos livros que mais me marcou e despoletou todo o meu interessa pelo tema do Holocausto.
Li-o em 1995, aos 18 anos e guardo-o como uma relíquia.
Mais tarde, fui visitar o museu "Casa de Anne Frank", em Amsterdam e depois, Auscwhitz.
Este livro deveria de ser lido por por todo jovem adulto, não só porque faz-nos pensar na frivolidade que é a vida dos adolescentes, actualmente, mas também para mostrar o poder que esta obra tem. Deu-nos a conhecer uma menina que fez parte do mundo de todos nós.»

Quero agradecer à Dora pela sua participação.

Boas leituras.
15
Dez16

O Livro da Minha Vida # 6 | Ana Tomás

Isa Pereira


Hoje é dia do segmento Livro da Minha Vida. A convidada de hoje é a Ana Tomás, uma seguidora do blog. A Ana aceitou o convite do Jardim de Mil Histórias e falar de um livro que a marcou. Um livro já li e quero reler em breve. Um clássico que vale a pena conhecer.

Aqui a  sua sugestão.





Nome: Ana Tomás
Profissão: Engenheira Civil
Localidade: Guarda
Idade: 28 anos

Livro da Minha Vida: Os Filhos da Droga, de Christine F.



«Quando mechegou este desafio de escolher “O livro da minha vida” pensei: “que livro me marcou, me arrepiou, de talforma que ainda hoje o refiro em várias conversas?”. E neste exercícioapenas me surgia um livro : Os filhosda droga com o subtítulo: "
Eu,Christiane F. 13 anos, drogada, prostituta…"… esta afirmação poderá serchocante, mas eu gostei de me sentir chocada, horrorizada, de tal forma quetive de ler esta história. É uma história verídica, bem documentada eestruturada, e contínua a resistir ao esquecimento que o tempo impõe, pois,passados 40 anos, ainda hoje é um livro bem conhecido e recomendado.

Christianerelata a sua vida, cruamente, sem esconder ou omitir nada. O seu relato é tãoclaro e vívido que sentimos tudo aquilo pelo qual ela passou. Sentimo-nossufocados com a sua descrição do sítio onde vivia, um local cinzento onde obetão e o asfalto reinavam e onde as crianças não podiam ser crianças. Embaladosao som da música de David Bowie e da história pré-queda do muro de Berlim, embarcamosnesta viagem com Christiane. Durante todo o livro, o relato de Christianeagarra-nos, perturba-nos, comove-nos…

Estelivro é um duro abrir de olhos para todas as famílias e para nós mesmos quandonos confrontamos com estas realidades no nosso dia-a-dia. Não devemos serindiferentes, mas aprendemos também que é muito importante escolhermos bem osnossos caminhos. Para concluir acabo com algumas palavras, que demonstram atamanha lucidez, de Christiane:


 "a minhadependência absoluta da heroína assusta-me. (...) Até que ponto os drogados sedeixam humilhar e ofender. Como ficavam reduzidos ao mais ínfimo.», «De repente senti-me vazia, como se dentro demim tudo tivesse secado. Tínhamos conseguido livrar-nos da H, mas não sabíamoso que fazer. Sem falarmos muito, encaminhámo-nos para a estação de metro. Tudose passou quase automaticamente. Era como se uma corda invisível nosarrastasse, sem que dela nos apercebêssemos." »

Quero agradecer à Ana Tomás pela sua participação!

Boas leituras.
13
Set16

O Livro da Minha Vida # 5

Isa Pereira


Hoje é dia do segmento Livro da Minha Vida. A convidada de hoje é a Célia Marteniano, do blog Estante de Livros que sigo há muito tempo e gosto bastante. A Célia aceitou o convite do Jardim de Mil Histórias e falar de um livro que a marcou.

Um livro que ainda não li, mas que de certo será uma referência para muitos leitores. Aqui a  sua sugestão.



Nome: Célia Marteniano
Localidade: Lisboa

Livro da Minha Vida: Lord of the Rings | O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien

«Ao contrário de muitos leitores,não tenho qualquer dificuldade em escolher o livro da minha vida: The Lord of the Rings, de J.R.R.Tolkien.
Li The Lord of the Rings pela primeira vez em 2001-2002, por ocasiãoda estreia do primeiro filme da trilogia no cinema. Mal podia suspeitar queiria mudar para sempre a forma como encarava a literatura e que raramente iriavoltar a fechar um livro e sentir que tinha mudado como pessoa.
Goste-se mais ou menos do estilosuper descritivo de Tolkien, é inegável a musicalidade da sua escrita, que seconcretiza na descrição do seu mundo inventado e de todas as personagens eacontecimentos que o povoam. A imaginação é notável, talcomo o nível de detalhe que o autor dá a tudo o que criou na Terra Média: desdea geografia à história, passando pela natureza e pelos povos que a habitam. Étudo isto que dá credibilidade e força a este mundo e que me faz acreditar,mais do que em qualquer outro mundo fictício que li, que existe mesmo.

Não consigo deixar de meapaixonar e voltar a apaixonar, de cada vez que releio este livro, pelo amorque Tolkien demonstra pela natureza, pela vida e pelas pessoas simples, pelacoragem e pela bondade e, a maior lição que tirei e continuo a tirar destelivro: não devemos julgar as pessoas com base nas aparências ou sem lhes daroportunidade de demonstrarem um pouco mais. A tolerância e a compreensão sãovirtudes essenciais.»

Obrigada à Célia pela sua participação!

Boas leituras.
29
Mar16

O Livro da Minha Vida # 4

Isa Pereira


Depois de uma pausa no blog hoje é dia do segmento Livro da Minha Vida. A convidada de hoje é a Márcia Balsas, dos blogues Planeta Márcia e Fugir para Ler e Escrever. A Márcia aceitou o convite do Jardim de Mil Histórias e falar de um livro que a marcou. Tarefa difícil, por sinal.

Um livro muito especial para mim, que me marcou muito. Aqui fica a sugestão da Márcia.




Nome: Márcia Balsas
Localidade: Montijo
Profissão: Blogger
Blog: Planeta Márcia e Fugir para Ler e Escrever

Livro da Minha Vida: Morreste-me, de José Luís Peixoto




"Paramim a melhor leitura é sempre a próxima, o melhor livro é o seguinte, e o livroda minha vida estará algures nesse futuro de livros que me esperam. Não éfuturologia. É desejo de me maravilhar mais a cada livro.
Por isso me é tão difícilescrever este texto. Porque olho para os livros por ler como uma criança cobiçaum doce, toco-lhes as lombadas e imagino tudo o que há para descobrir, sonhocom palavras perfeitas, que me esperam, e fantasio um mútuo desejo de encontro.
Mas, para esta partilha, éna estante dos livros lidos que devo encontrar o livro para continuar estetexto. Tenho de o saber, conhecer e, acima de tudo, de lhe ter sentido aspalavras a encaixarem em mim como se já cá estivessem. Comigo funciona com ador. Com outros leitores será o amor, a paixão, a melancolia, a felicidade. Eupreciso que as palavras me magoem, desorientem e tirem o sono. Preciso de ficaracordada ou, se dormir, de ser atormentada por sonhos feitos das frases que nãoesqueci, que nunca mais vou esquecer.
É um livro-verdade,construído de realidade, que li, reli e voltarei a ler. Sempre até ser,possivelmente e oficialmente, o livro da minha vida. É Morreste-me, de José Luís Peixoto."




Nome: Morreste-me
Autor(a): José Luís Peixoto
Editora: Quetzal
Edição: 2009
N.º Páginas: 64 páginas




Sinopse:
Morreste-me, texto que deu a conhecer o jovem escritor José Luís Peixoto, é uma obra intensa, avassaladora e comovente: é o relato da morte do pai, o relato do luto, e ao mesmo tempo uma homenagem, uma memória redentora.
Um livro de culto há muito tempo indisponível no mercado português.



Boas leituras!
19
Fev16

O Livro da Minha Vida # 3

Isa Pereira


O "Livro da Minha Vida" de hoje é da Ana Luísa Martins, de Santarém. A Ana Luisa sugere-nos um clássico que ainda não li. Quem já leu?






Nome: Ana Luísa Martins
Idade: 28 anos
Localidade: Santarém
Profissão: Médica

Livro da Minha Vida: Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marquez


“«Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo.»
Assim começa o maravilhoso romance de Gabriel Garcia Marquez. Também eu, muitos anos depois, recordo a tarde em que peguei neste livro e que o comecei a ler, pela primeira vez. A partir daí, interrompi a leitura por duas vezes, pelos difíceis entrelaçamentos temporais e alguma confusão entre as personagens da família Buendia, a linhagem de solitários para a qual não será dada “uma segunda oportunidade sobre a terra”. Numa escrita apaixonante e através de uma narrativa mágica e absolutamente inacreditável, GGM leva-nos a conhecer não só a família Buendia, mas também parte da história da América Latina, através de metáforas e alegorias. Ao longo desta história incrível, chegamos ao fim sem fôlego, e é difícil fechar o livro, assim como foi chegar até ali."




Ficha Técnica


Nome: Cem Anos de Solidão
Autor(a): Gabriel Garcia Marquez
Editora: D. Quixote
Edição: 2000
N.º Páginas: 328 páginas

Sinopse:
Esta é a história da família Buendia, de Aurelianos e Josés Arcadios, geração após geração, de milagres e fantasias,de paixões e adultérios, descobertas e tragédias, de mortes e mortos, de histórias e histórias... e de muitas vidas, tantas quantas as línguas em que este romance já foi traduzido. O realismo mágico na pena de um dos maiores escritores do nosso tempo!
Obrigada Ana Luísa!

Boas leituras.
10
Fev16

O Livro da Minha Vida # 2

Isa Pereira

O "Livro da Minha Vida" de hoje é da Sara Rocha, de Santarém. A Sara sugere-nos um livro de uma autor português, de pequeno tamanho, mas grande na sua mensagem.

Obrigada Sara!




Nome: Sara Rocha
Idade: 27 anos
Localidade: Santarém
Profissão: Pediatra

Livro da Minha Vida: No Teu Deserto, de Miguel de Sousa Tavares


"Há personagens que me “agarram” do início ao fim, háhistórias que gostaria de ter vivido, um livro ou outro que me fez chorar. Mas nuncanenhum livro se identificou tanto comigo, até hoje. Ou vice-versa.
A simplicidade, a leveza das palavras, as linhas que se“fundem” comigo, que valorizam das coisas que mais aprecio na vida: o silêncio.E o silêncio do deserto, essa paz absoluta, esse bichinho que se me entranhou.E fui! Uma noite no deserto, com o mais puro silêncio, o céu mais maravilhosoque alguma vez vi, uma paz sem explicação. Este livro fez-me sair do lugar,literalmente, viver uma experiência única e guardar das melhores memórias,daquelas que não cabem em papel ou fotografia.
Foram precisas apenas 128 páginas… A prova de que os livrostambém não se medem ao palmos.


 «Não precisas defalar só porque vamos calados. A coisa mais difícil e mais bonita de partilharentre duas pessoas é o silêncio.»"


Ficha Técnica


Nome: No Teu Deserto
Autor(a): Miguel Sousa Tavares
Editora: Oficina do Livro
Edição: 2009
N.º Páginas: 128 páginas

Excerto:
«Éramos donos do que víamos: até onde o olhar alcançava, era tudo nosso. E tínhamos um deserto inteiro para olhar.»
«Ali estavas tu, então, tão nova que parecias irreal, tão feliz que era quase impossível de imaginar. Ali estavas tu, exactamente como te tinha conhecido. E o que era extraordinário é que, olhando-te, dei-me conta de que não tinhas mudado nada, nestes vinte anos: como nunca mais te vi, ficaste assim para sempre, com aquela idade, com aquela felicidade, suspensa, eterna, desde o instante em que te apontei a minha Nikon e tu ficaste exposta, sem defesa, sem segredos, sem dissimulação alguma.»
«Parecia-me que já tínhamos vivido um bocado de vida imenso e tão forte que era só nosso e nós mesmos não falávamos disso, mas sentíamo-lo em silêncio: era como se o segredo que guardávamos fosse a própria partilha dessa sensação. E que qualquer frase, qualquer palavra, se arriscaria a quebrar esse sortilégio.»
«Eu sei que ela se lembra, sei que foi feliz então, como eu fui. Mas deve achar que eu me esqueci, que me fechei no meu silêncio, que me zanguei com o seu último desaparecimento, que vivo amuado com ela, desde então. Não é verdade, Cláudia. Vê como eu me lembro, vê se não foram assim, passo por passo, aqueles quatro dias que demorámos até chegar juntos ao deserto.»


Boas leituras!
11
Jan16

O Livro da Minha Vida # 1

Isa Pereira
Hoje começa mais uma rubrica nova: "O Livro da Minha Vida". Um espaço onde os leitores do blogue são convidados a partilharem a leitura e o livro da sua vida. 

Hoje a convidada é a Patrícia Rodrigues, do blogue O Prazer das Coisas. Aqui fica a sua recomendação.





Nome: Patrícia Rodrigues
Idade: 34 anos
Blogue/ Site: O Prazer das Coisas

Livro da Minha Vida: As Brumas de Avalon # 1 - A Senhora da Magia, de Marion Zimmer Bradley




"Primeiro que tudo quero agradecer à minha querida amiga Isa, o simpático convite, para ser a primeira convidada nesta sua nova e muito interessante rubrica.

Apesar de poder indicar vários livros como meus favoritos, é-me relativamente fácil escolher aquele que tem um lugar especial no meu coração.

Teria 12/13 anos, quando me ofereceram o primeiro livro - A Senhora da Magia - e se, primeiro olhei para o livro com alguma desconfiança (afinal de contas, na altura, não lia), assim que o comecei a ler fiquei de tal forma agarrada à história e às personagens (principalmente Viviane e Morgaine), que assim que o terminei, tratei de pedir que os restantes três livros viessem para as minha estantes.

Foi com eles que ganhei, em adolescente, o gosto pela leitura, e me apercebi que os livros me permitiam sonhar e viajar por novos lugares e outras épocas. Foi também com eles, que o género fantástico/fantasia se tornou (e se manteve durante anos) no meu género literário preferido".


Obrigada Tita pela tua participação.


Boas leituras!

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